RESTO DE BEM QUERER
Nossas mãos se tocam,
Num acordo tácito
De despedida.
Sem que tivéssemos
Nos dado conta,
Já nada mais nos unia.
O tempo foi rompendo,
Como a ferrugem
Causando estragos imperceptíveis.
Nossa boca já não bebia o beijo,
Nossos corpos ausentes de desejo,
Foi-se apagando o entusiasmo.
Nossas escovas de dente
Mudaram de lugar,
Os travesseiros já distantes,
A mostrar não serem mais amantes
Aqueles corpos, como foram um dia.
E não restou sequer uma mágoa,
Um sentimento de menos querer.
Apenas desatou-se o laço que nos prendia.
Resta o carinho do fruto colhido,
As lembranças de todo o vivido
Que irá nos acompanhar na partida.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
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